2° Escola de Formação Feminista – RJ

Olha que oportunidade bacana para estudar, trocar conhecimento e conhecer manas novas!

PROGRAMAÇÃO:
– RESGATE HISTÓRICO DO FEMINISMO NA AMÉRICA LATINA – destacando a luta dos movimentos de mulheres no Brasil a partir da década de 60. Nossa companheira Ma Ju da MMM-SP vem contribuir!!!
– OFICINA SOBRE FEMINISTA NA LITERATURA NA AMÉRICA LATINA. Realizada por nossa compa Milena do RJ!!!
– OFICINA de BATUCADA FEMINISTA: “No batuque do tambor a revolta social”
Faça sua inscrição no link: https://goo.gl/ACqCzg

Coletivo Gaiolas disponibiliza on-line o curta “Ana”

ANA se move em uma poética que toca as inquietações do corpo, das relações de gênero e da família. Parte dos relatos de cinco irmãs criadas no Recôncavo da Bahia entre as décadas 1960-1980 e da educação dada por sua mãe. Indícios, fragmentos de vida que me compõem, especialmente aqueles que identifico-me enquanto mulher.
A memória é um instrumento de ficção. ANA é uma realização do Coletivo Gaiolas, com direção de Camila Camila e tem apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura e Governo do Estado da Bahia.
Curta a página do Coletivo: AQUI

Palestra – A opressão da Mulher no Sistema Prisional

> Nana Queiroz, Jornalista e Autora do Livro “Presos que Menstruam
> Maíra Fernandes, Advogada e Membro da Comissão de Direito Penal do IAB
> Monique Cruz, Representante da Justiça Global
> Karoline Melo, Representante do coletivo Elas Existem

Durante o evento será lançado o novo livro de Nana Queiroz: “Você já é feminista“.

*No local haverá um ponto de coleta para a nossa campanha de arrecadação de itens básicos de higiene para a Unidade Socioeducativa Professor Antonio Carlos do Degase e Hospital Psiquiátrico Penal Roberto Medeiros no Complexo do Gericinó em Bangu. Lista Campanha – Sabonete, Pasta de dente, Absorventes e Creme de cabelo. Outros itens que também poderão ser doados – Livros, meias, remédio e camisa branca.

04 de outubro às 18h30
Auditório Caarj
Av. Marechal Câmara, 210 – 6º andar, Centro RJ

Evento: AQUI

Organização Elas Existem Mulheres Encarceradas

Após polêmica, machista candidato a vereador é expulso de partido!

“O candidato a vereador de Natal Jaufran Siqueira, de 25 anos, foi expulso do Partido da Mobilização Nacional (PMN). A decisão foi fruto de uma repercussão negativa após Jaufran divulgar uma imagem de incitação ao ódio contra mulheres. A publicação mostra um incêndio de uma casa com o seguinte texto: “Isso é o que vai acontecer com as feministas quando Jaufran 33123 for eleito”.’
Além da expulsão, o candidato ainda também sofrerá um processo disciplinar que poderá barrar a candidatura. ” :stuck_out_tongue_closed_eyes:

Fonte: Diário de Pernambuco

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“É bonita, pena que é feminista”

O senso comum tem uma única opinião sobre feministas: mulheres mal-amadas que não tiveram um homem que as pegaram de jeito, todas lésbicas, gordas e peludas.

O problema dessas pessoas são tantos que não sei nem por onde começar.

Primeiro que elas não leem. O tipo de público que costuma fazer essas observações ignorantes geralmente são pessoas — homens, a maioria — que ficam o dia todo jogando vídeo-game e vendo pornô, sem nunca ler nada educativo. Por isso, esses homens possuem tanta dificuldade em argumentar quando finalmente perguntamos: mas por quê?

Essas pessoas apenas sabem o que a sociedade — mídia, televisão, escola, família — quer que elas saibam.

Essas pessoas acham que feministas são todas lésbicas porque nós não fazemos culto aos homens. São mulheres que sabem que não precisam de homens para serem completas, e por isso, esses seres tão acostumados com privilégios ficam revoltadinhos e falam o argumento mais estruturadamente elaborado que já vi na vida: tu é assim porque nenhum cara te pegou de jeito.

Chamam feministas de gordas porque primeiro pensam que ser gorda é ser feia, que é ofensa, porque aprenderam que só existe um tipo de beleza: a eurocêntrica.

Chamam feministas de peludas porque ainda não entenderam porque mulheres são socialmente pressionadas a se depilarem e homens não. Os caras são cosplays de macacos de tanto pelo, mas ficam tremendamente incomodados com feministas que não se depilam. Novamente, a falta de inteligência e leitura os impede de terem empatia.

Estou fazendo esse post porque minha amiga comentou que em grupos de jogos online, onde a maioria são homens, quando se fala em feminismo, os comentários são sempre estes clichês: todas gordas, lésbicas e peludas.

Pra responder, minha amiga mandou uma foto minha, uma pessoa “bonita”.

Bonita de acordo com a sociedade porque sou branca, magra, tenho olhos claros, traços finos, todas características eurocêntricas.

Bom, fui elogiada pelo grupo, mas fizeram o seguinte comentário “é bonita, pena que é feminista”.

Porque você não pode ser bonita e ser feminista.

Ou ser inteligente e ser feminista.

Ou ser gorda, peluda e lésbica e ser bonita.

Porque o conceito de bonito deles é totalmente alienado.

E é por isso que esse senso comum sobre feministas é tão difícil de ser desconstruído. Porque as pessoas sequer sabem porque acham determinada coisa bonita.

Mas a gente segue na luta e dá atenção apenas pra quem tá aberto a aprender, sem estereótipos e preconceitos.

Fonte: Ana Paula Abel