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Fotógrafo retrata meninas menores de idade condenadas à morte

Sadegh Souri, de 30 anos, premiado fotógrafo iraniano, visitou um Centro de Correção de Delinquentes Juvenis para registrar a vida das meninas encarceradas.  O ensaio “À espera da pena de morte” mostra as condições miseráveis em que vivem as garotas no corredor da morte.

A maioria das meninas ainda aguarda o veredito. Muitas estão presas desde os 10 anos e nunca receberam visitas da família. Algumas revelam que foram forçadas a confessar os crimes após sessões de violência e tortura.

No Irã, a partir dos nove anos as crianças já podem ser presas e condenadas à pena de morte. Apesar de as convenções internacionais terem banido esse tipo de punição para jovens abaixo de 18 anos, no Irã, execuções ainda ocorrem para menores que cometeram crimes, como assassinato, tráfico de drogas e roubo à mão armada.

Segundo relatório divulgado pela Anistia Internacional no final de janeiro, apesar da recente aprovação de novas leis no Irã, muitos jovens ainda estão presos à espera da morte. Segundo a entidade, as autoridades iranianas tentam encobrir suas contínuas violações dos diretos das crianças.

De acordo com os números mais recentes da Anistia, o Irã é um dos países que mais usam a sentença de morte no mundo, perdendo apenas para a China. A maioria das execuções está relacionado ao tráfico de drogas. O país integra uma grande rota de tráfico ligando os campos de produção de ópio do Afeganistão à Europa.

O documento ainda registra 73 execuções de menores, entre 2005 e 2015. Segundo a ONU, pelo menos 160 jovens esperam sua execução, que costuma ocorrer quando completam 18 anos.

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Mahsa tem 17 anos. Ela se apaixonou por um rapaz e tinha a intenção de casar, mas seu pai era contra. Ela teria esfaqueado o pai durante uma briga e ele morreu. Seus irmãos pediram a sua execução ou a Lei de Talião, que consiste na reciprocidade do crime da pena, o famoso “olho por olho, dente por dente”.

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Shaqayeq tem 15 anos. Ela está presa há quase um ano acusada de ter roubado uma corrente de uma loja no Teerã. Ela e o namorado estavam na local quando a polícia chegou. Seu namorado fugiu e Shaqayeq foi presa. No dia da foto, sua avó foi visitá-la pela primeira vez, depois de um ano de prisão. Sua sentença de morte foi emitida e ela deve ficar presa até os 18 anos, quando o veredito será realizado.

2

Segundo as regras, as detentas podem ficar com seus filhos no centro de detenção até eles completarem dois anos. Zahra é uma das meninas que cria um dos filho ali. Ela se casou aos 14 anos e tem dois filhos. Hoje, aos 17, está presa por ter roubado o celular de uma mulher. Zahra foi presa três vezes pelo mesmo motivo.

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Sowgand tem 16 anos. A polícia encontrou na sua casa 250 kg de ópio, 30 g de cocaína e 20 g de heroína. As drogas pertenciam ao seu pai, mas apenas Sowgang estava em casa quando a polícia chegou. Já faz quase um ano que foi presa e nenhum de seus parente foi vistá-la.

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O clérigo vai à ala das meninas menores de idade todos os dias. Após as orações, o responsável fala sobre a educação adequada para meninas e reza a Deus para que sejam perdoadas.

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As meninas podem ficar no pátio do presídio durante uma hora pela manhã e uma hora à tarde.

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Khatereh tem 13 anos. Ela fugiu de casa após ser estuprada pelo tio. Uma semana depois de escapar, ela sofreu um estupro coletivo por um grupo de jovens num parque. Para se salvar, a menina machucou o próprio braço com uma faca. A polícia a encontrou no chão inconsciente e, depois de ser levada ao hospital, Khatereh foi transferida para o Centro de Correção de Deliquentes Juvenis.

Noiva dispensa maquiagem no dia do seu casamento

Quem sabe o que faz um casamento perfeito são os próprios noivos. A blogueira Bisola Umoren sabe bem disso: tanto que a noiva dispensou a maquiagem no dia de trocar alianças. “Não sou de usar maquiagem”, ela disse ao site Vanguard Allure.

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A foto de Bisola foi compartilhada no Twitter e no Facebook, e viralizou. “Eu não gosto de nenhuma forma de inconveniência ou desconforto no meu rosto, pescoço ou corpo. Não é uma questão religiosa, é apenas eu e a minha decisão pessoal”, explicou ela. Para as fotos de noivado, a convenceram a usar maquiagem – e a nigeriana diz que não curtiu muito o resultado. “Eu me odiei porque não parecia comigo mesma. Eu estava mais sombria e velha”, conta.

Antes do casamento, novamente procuraram convencer Bisola a usar maquiagem. Ela chegou a contratar uma maquiadora, mas desistiu no último segundo. “Eu me vi no espelho [sem maquiagem], e estava tão natural e bonita. Realmente gostei do que vi”.

A triste realidade da Prostituição em Bangladesh

Bangladesh é um dos países mais pobres do mundo. Sua população, de cerca de 157 milhões de pessoas segundo dados do Banco Mundial, vive em condições muito precárias, e uma parte importante dela (mais de 30%) vive abaixo da linha da pobreza.

Além disso, os salários são miseráveis e as condições de trabalho são semelhantes à escravidão, com jornadas extremamente longas que superam, com folga, as oito horas diárias.

Um dos aspectos mais surpreendentes sobre o país é que a prostituição é completamente legalizada, mesmo com uma população majoritariamente muçulmana (mais de 90%). A fotógrafa Sandra Hoyn viajou a Bangladesh para documentar esta realidade.

Ela visitou o bordel de Kandapara e fotografou suas residentes. Situado na cidade de Tangail, o local abriga mais de 700 profissionais do sexo. Hoyn teve que ganhar a confiança das prostitutas e, com o tempo, conseguiu fotografá-las em um ambiente mais íntimo.

Ela confessa que uma das experiências mais difíceis foi ver uma menina de 15 anos que não queria fazer sexo com um cliente. Ele havia chegado ao bordel com quatro amigos, e todos queriam ter relações sexuais com a menor.

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Kajol e um cliente. Ela acha que tem 17 anos, mas não sabe ao certo qual é a sua idade. Foi casada durante 9 anos e tem um filho de 6 meses. Sua tia a vendeu ao bordel e ela foi obrigada a retomar a rotina de clientes quando seu bebê tinha apenas duas semanas (Sandra Hoyn).

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Papia, de 18 anos, com dois clientes no bordel. Seus pais morreram cedo e ela se casou muito jovem. Passou um tempo na prisão devido ao consumo de heroína, e lá conheceu uma mulher que a levou ao prostíbulo (Sandra Hoyn).

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Mulheres esperando clientes nas portas do bordel (Sandra Hoyn).

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O bordel de Kandapara é o mais antigo e o segundo maior do país. Ele existe há 200 anos e mais de 700 prostitutas vivem no local com seus filhos (Sandra Hoyn).

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Assim é a vida dentro de um bordel em um dos países mais pobres do mundo.

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Preservativos usados no exterior do bordel de Kandapara (Sandra Hoyn).

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Bebês gêmeos de 5 meses descansam na cama. Uma prostituta de 20 anos deu à luz. Eles ainda não têm nome (Sandra Hoyn).

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Pakhi, de 15 anos, e Mim de 19. As duas são prostitutas neste bordel (Sandra Hoyn).

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Um cliente tenta beijar a bochecha de Priya (Sandra Hoyn).

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Mim toma banho no prostíbulo (Sandra Hoyn).

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Dipa, de 26 anos, está chorando. Ela está grávida de dois meses de um cliente do bordel (Sandra Hoyn).

O projeto se chama “The Longing of Others” (“Os Desejos dos Outros,” em tradução livre). Mais informações podem ser obtidas no site de Sandra Hoyn