Como “pegar”um homem…

Como ser babaca, machista, homofóbico, lesbofóbico e bem desagradável? Tentar fazer humor rindo dos oprimidos NÃO tem graça…

244_1879959062230695_7200533809714512183_n

Anúncios

“Não consigo emprego por causa do meu cabelo afro”

Há quem diga que não existe racismo no Brasil. Que a miscigenação fez o povo brasileiro ser muito mais tolerante com relação às diferenças étnicas. Algumas mulheres que ostentam o cabelo black power ou penteados típicos da cultura negra não concordam com isso, principalmente no mercado de trabalho.

Dona de fios crespos e armados, Dayane Rodrigues, da cidade de São Paulo, narrou nesta segunda-feira (16), em seu Facebook, o tipo de situação que as negras passam frequentemente durante uma entrevista de emprego. “Eles sequer olharam para o meu currículo. Só mandaram um: ‘Com este cabelo você não vai ser contratada'”. 

Arquivo pessoal

“Black não condiz com sua formação”

“Já ouvi diversas vezes que meu cabelo não condiz com a minha formação. As pessoas não esperam que uma mulher negra seja formada em administração e muito menos que ela use black. Já aconteceu em um processo seletivo o entrevistador com o meu currículo na mão chamar o meu nome e, ao me ver levantando, dizer: ‘Não chamei você. Chamei a Kelly'”. (Kelly Cristina Nascimento, 29 anos, de São Paulo (SP))
Arquivo pessoal

“Faz chapinha para ver os clientes”

“Em 2012, fui trabalhar como analista de social media em uma agência e eventualmente teríamos que visitar clientes. O dono da agência disse que, quando eu fosse falar com os clientes, eu deveria fazer chapinha. Na época, eu não tinha a noção de que isso era uma demonstração clara de racismo”. (Taís Oliveira, 25 anos, de Guarulhos (SP)).
Arquivo pessoal

“Boa aparência”

“Uma amiga arrumou para mim um emprego de babá. Ela contou para a contratante que eu tinha cabelo cacheado e a mulher perguntou se ele era ‘para o alto’. A contratante pegou, então, o meu contato e viu a minha foto no Whatsapp. Mas, por causa da química que eu usava na época, o meu cabelo caiu e tive que cortá-lo bem baixinho. Quando cheguei na casa da família, a mulher ficou em choque e a primeira coisa que perguntou foi o que tinha acontecido com o meu cabelo. Depois, ela disse que tinha gostado do meu currículo, mas que a aparência também contava porque eles eram da alta sociedade, frequentavam lugares importantes e que, provavelmente, eu também iria. Ela tinha seis funcionários na casa: cinco eram negras e o motorista branco. Todas as negras tinham o cabelo liso” (Dayana da Silva Santiago, 27 anos, de Itaguaí (RJ))
Arquivo pessoal

“Perfil da empresa”

“Em uma entrevista individual, me perguntaram se eu poderia alisar o cabelo e pintá-lo. Eu disse que não e eles me dispensaram. Em uma loja de sapatos, já ouvi que não fazia o perfil da empresa — o lugar não tinha vendedores negros. Em um shopping, deixei o meu currículo e não deixaram eu fazer entrevista, porque eles tinham um limite de pessoas por dia. Eu tinha sido a primeira a chegar” (Jéssica Caroline da Silva Conceição, 23 anos, de Duque de Caxias (RJ))
Arquivo Pessoal

Mas há esperança no mundo… 🙂

“Em 2012, estava precisando loucamente trabalhar. Consegui uma entrevista e ao sair, minha mãe questionou o fato de eu sair com o black power solto e com uma flor rosa choque. Ao chegar na empresa, a supervisora me olhou de cima abaixo com uma expressão que achei que era ‘ruim’. No fim, ela me contratou dentre vários candidatos bem mais qualificados porque, segundo ela, eu tinha ‘muita atitude para assumir minha cor e principalmente meu cabelo'” (Débora Andrade, 32 anos, de São Paulo (SP))
Via: UOL

Viola Davis critica os padrões da TV

“Nos alimentaram com uma enorme quantidade de mentiras sobre as mulheres. [Pelos padrões da televisão], se você não veste manequim 36, não está fazendo sexo. Não está tendo pensamentos sexuais. Talvez nem tenha uma vagina. E se tem uma certa idade, está completamente fora do jogo.”
 
– Viola Davis, em entrevista à revista “Elle”

Resposta ao comentário machista que vi no Facebook (Lute)

Hoje, com muita tristeza, vi uma conhecida no Facebook compartilhando a imagem acima com o seguinte comentário: “Queridas Feminazis, então?!“.
É sério isso? É sério? Já não basta os homens perpetuando esse discurso machista? Existem mulheres que apoiam e compartilham esse discurso? Miga, as “feminazis” lutam também por você.

Bom, escrevi uma resposta singela abaixo, se você tiver algo interessante a acrescentar, por favor, fique à vontade. Quem sabe não rola uma parte II da resposta com os comentários de vocês?

Vamos lá:
* Lute para nos aposentarmos com a mesma idade, mas lute também para a jornada ser tripla para os dois: trabalho + cuidar da casa + cuidar dos filhos e/ou bichos de estimação;
* Lute para o alistamento militar obrigatório, mas lute também para
* Lute para a mulher pegar o mesmo valor para ir a festas e outros eventos, mas lute também para que homens e mulheres ganhem a mesma remuneração no mercado de trabalho;
* Lute para as mulheres não terem licença maternidade – vai ser lindo ver os bebês chorando em escritórios com as mães a tiracolo (aquelas que não tem condições de pagar babás e que não tem parentes disponíveis para ajudar nos primeiros meses) ou será que é melhorar parar de ter filhos? Hum, quem sabe? Assim a gente evita o nascimento de um bando de machistas que propõe uma estupidez como essa;
* Lute para as mulheres trabalharem mais e terem mais horas extras, mas lute também para que recebam um pagamento justo pelo seu trabalho; Ninguém tá fugindo do trabalho, queridinho. O que a gente quer é ser remunerada com justiça!
* Lute para as mulheres carregarem 50kg em obras em uma construção – se isso for o que algumas delas quiserem fazer, mas lute também para que não exista mais “profissão de mulher”e “profissão de homem”, para que as pessoas possam exercer sua vocação e talento independente do gênero;
* Lute para que não salvem mais mulheres e crianças (eu li isso? sobrou para as crianças também?! OMG!!), quando um navio naufragar; mas afogue quem escreveu isso por favor! kkkk
* Lute para que as mulheres vão para guerra por obrigação… não mesmo! Pois, NINGUÉM deveria ir para a guerra, nem deveria EXISTIR guerra e muito menos uma frase idiota como essa. A questão não é estender a injustiça do serviço militar obrigatório às mulheres, a questão é ACABAR com o serviço militar obrigatório;
* Lute para que as mulheres paguem sempre a conta e abram a porta do carro; mas lute também para que acabe a hipocrisia de achar que os homens sempre pagam a conta, em nossa sociedade moderna a maioria divide – ou cada um paga o que consumiu – e quem ainda abre porta de carro? (kkk) mas se abre… ok, será um prazer abrir a porta, educação é sempre bom. Tipo aquela educação que falta para alguns caras que gritam palavras ofensivas quando uma mulher passa causando desconforto e total constrangimento em nome de provar uma possível virilidade (mas que é basbaquice pura);
* Vamos lutar por igualdades, sim! Lutar para não termos medo de sair à noite, sem correr o risco de ser seguida, abordada, estuprada… Lutar por ser vista como um cidadão, lutar para ser vista como um consumidor e não um pedaço de carne com um par de peitos em um comercial de cerveja (ou em programas de televisão etc); vamos lutar por um futuro que não tenhamos que ler textos tão machistas como o da imagem acima e – o pior – para que mulheres não apoiem essa burrice.

Bj