Série Liberdade de Gênero

A nova série do GNT Liberdade de Gênero percorre o país de norte a sul, passando por Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo para conhecer histórias de vida de pessoas que não se identificam com o gênero designado para elas ao nascerem.

A série, dirigida e produzida pelo cineasta João Jardim, entra nas casas desses personagens e de suas famílias com discrição e sensibilidade para abordar os temas transexualidade e liberdade de gênero. Mas não é só de sexualidade que a série trata. São ao todo 10 episódios que mostram 14 histórias de amor, desejo, compreensão e alegria, mas também de frustração, preconceito e sofrimento.

Homens-trans, mulheres-trans, não-binários, cada um dos entrevistados relata com abertura e honestidade suas trajetórias até assumirem o gênero que os define. Eles contam como se perceberam diferentes, como se desdobraram neste destino inevitável. São relatos de pessoas que mostram força e coragem para se insurgir contra um padrão normativo que os oprimia, não deixando de falar sobre amores e da formação de uma família.

“Eu não nasci com o gênero errado, nasci, sim na sociedade errada” brinca Letícia Lanz, que após um infarto decidiu assumir sua nova identidade. “O Geraldo não morreu, só evoluiu” ironiza, falando da sua transformação.

Em vez do foco na excentricidade que essa minoria desperta, o programa usa afeto como fio condutor da narrativa. Assim, filhos, netos, parceiros, amigos e, principalmente, as mães, contam como foi lidar com a transexualidade dentro da própria família. Quais os dramas e as alegrias de ter um filho ou uma filha trans. A mulher-trans Walace, por exemplo, conta, do dia em que recebeu um pacote com calcinhas da mãe. Sinal de aceitação da diferença – gesto simbólico, mas de um significado enorme para quem quer ser visto sem aquele velho olhar de estranhamento. Tornar familiar o que, em princípio, é estranho – é esta a aposta do programa.

O canal produziu um Glossário para o público entender melhor. Confira AQUI.

Assista um trecho do programa: AQUI

Liberdade de Gênero
Canal GNT
Exibição: quarta-feira, 21h30
Reprises: sábado às 15h; domingo às 10h30 e 01h30; segunda às 23h; terça às 10h30; e quarta às 17h30

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Mulher e Lésbica = Duplamente oprimida

“Quedê as lésbicas desse rolê?”. Sempre que saía pra balada com os meus amigos, era isso que eu me perguntava. Não é possível! Será que existem mais homens gays do que mulheres lésbicas? Ou será que estão todas casadas? Às vezes, eu tinha a sensação de que estavam todas escondidas em algum bar muito legal, que só eu não conhecia.

Mas, com o tempo, fui descobrindo que muitas delas ainda estão no armário. E existem muitos tipos de “armário”. Talvez algumas já tenham se assumido para si mesmas e até mesmo para os mais próximos; outras talvez morem há anos com outra mulher. Mas uma porta continua sempre fechada: ainda lhes carece a força de bater no peito e reivindicar seu lugar na sociedade.

E quem pode culpá-las? É, sim, verdade que os direitos LGBT avançaram consideravelmente nas últimas décadas, mas a sigla é o único lugar onde as lésbicas vêm em primeiro.

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Sofremos, no mínimo, uma dupla opressão: aquela que se dirige ao nosso gênero (como mulher) e outra à nossa sexualidade (como lésbica). Pra além dessas, ainda poderíamos falar de muitas outras – racial, social, estética -, mas foquemos nas duas primeiras.

Alguém aí já disse que ser mulher é nascer com um alvo na cabeça. E ser lésbica é ainda mais problemático, principalmente porque exclui o homem da equação. Já parou para pensar? Nada contra homem (tenho até amigos que são, rs), mas de onde será que vem a absurda idéia de que ele é parte essencial de um relacionamento romântico? E não me venha com esse papo de reprodução da espécie, por favor, porque todos sabemos que ela está bem garantida (e que não tem nada a ver com a maior parte do sexo que todo mundo está fazendo).

Você já parou pra pensar em quanto da opressão sofrida pelas lésbicas está associada ao homem ou à ausência dele? Quem é lésbica sabe que andar de mão dadas com uma mulher na rua é um exercício de extrema paciência. Além do assédio com o qual, infelizmente, todas nós mulheres já nos acostumamos, o fato de ser lésbica e estar disposta a demonstrar isso em público parece autorizar os homens a todos os tipos de ofensas. Ouve-se de ‘quem é o macho da relação?’ a ‘isso é falta de pica’ ou ‘posso entrar no meio?’.

E o que todos esses comentários têm em comum? Advinha.

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Com sua lógica fálica, o patriarcado nos faz crer impensável que uma mulher possa satisfazer plenamente outra sem a participação de um homem. Daí a força da pornografia que coloca duas mulheres (em geral brancas, magras e ‘femininas’) interagindo de maneira superficial até a chegada do homem ‘para terminar o serviço’.

Não raras vezes temos que ouvir um homem nos dizer que de viado ele não gosta, mas que lésbica ele até acha legal. Ou quando dizemos que namoramos uma garota, temos que aguentar um sorrisinho sacana seguido de um ‘adoro lésbicas, acho lindo’. Que cara bonzinho, né? Só que não.

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A fetichização da nossa relação sexual NÃO é aceitação. É apenas mais uma forma de colocar o corpo e o desejo da mulher a serviço de um homem (outra vez). Para muitos deles, o relacionamento entre lésbicas não tem a mesma validade do que um relacionamento entre um homem e uma mulher – e por isso, não merece o mesmo respeito. Ou vocês acham que um homem sugeriria um “ménage à trois” a um casal hétero que viu passando na rua? Ou mesmo a um amigo, cuja namorada ele achasse atraente?

O nosso relacionamento só é tolerado se tiver um propósito para os caras. A partir do momento que você recusa (ou não é ‘feminina’ o suficiente para o padrão masculino), essa “aceitação” logo se transforma em um “sapatonas”, cuspido boca afora com desprezo.

Isso é apenas parte do que enfrentamos como lésbicas na sociedade. Afinal, se o homem não for necessário, como manter a lógica de opressão da mulher?

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Culturalmente – nos filmes, livros, novelas ou rodas de conversa -, nossas qualidades são reduzidas a palavras como “frágeis”, “fúteis”, “ingênuas”, “doces” e naturalmente aptas a cuidar do outro (no caso, sempre um homem). Além disso, não são poucos os filmes que favorecem a ideia de uma ‘natural’ rivalidade entre as mulheres. Muitas de nós ainda não entendemos a força e autonomia que podemos ter juntas, unidas. E não é à toa: nos contam essa história há tanto tempo que começamos a acreditar. Mesmo mulheres lésbicas, às vezes, têm dificuldade de se desprender da ideia de que suas vidas só tem valor se forem mães ou esposas. Como se a sua orientação significasse um fracasso, por vezes inaceitável, como mulher.

Mas será que fracassamos? A existência lésbica não é novidade. Não foi inventada junto com o caminhão e a pochete. Na Grécia antiga, a poeta Safos tocava a harpa com os seus dedos, enquanto mantinha relacionamentos com outras mulheres. Por toda a história, sempre se soube de mulheres que amavam mulheres. E mesmo na natureza, como nas comunidades matriarcais dos macacos bonobos, nada é mais natural e comum do que duas fêmeas juntas.

Não teria sido então a sociedade a fracassar conosco, nos mantendo à margem por séculos? Não teria esta falhado em entender que a nossa existência acontece de muitas formas, não só uma, e que daí vem a beleza e a força de ser mulher? Mulher que pode, também, amar outras mulheres.

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Pois temos direito de amar. De reivindicar o nosso lugar, o nosso espaço na sociedade. Já passou da hora de estarmos nas ruas, nos livros, nos filmes, nas baladas, na educação dos seus filhos. De sermos tratadas com respeito e naturalidade. Quantos séculos mais vocês precisam para “se acostumar” com a ideia?

Nossa existência como mulher, algo tão bonito e tão único, não pode ser reduzida à costela de alguém. Diminuída socialmente a ser sempre o “par”, a sombra vulnerável do Homem. Invisibilizadas até na comunidade LGBT (que, às vezes, soa mais como GGGG).

Dica: não somos gays. Somos mulheres e somos lésbicas.

Existimos e resistimos.
Juntas.

Autoras: Melissa de Miranda e Maiara Beckrich

Fonte: O L em LGBT de No de Oito

13 filmes para debater diversidade sexual e de gênero

No início, falava-se em GLS. Depois, retirou-se o “s”, de simpatizante, termo que, na realidade, poderia servir como um terreno confortável para os que não tinham coragem de assumir-se como gay ou lésbica. O “b”, de bissexual, e o “t”, de travesti, logo apareceram e a sigla passou a ser LGBT. Letras que, mais que simples iniciais, visibilizam o que a sociedade quer empurrar para dentro do armário. Ao longo do tempo,  novos grupos passaram a se reivindicar e novas letras apareceram. A sigla ganhou outro “t”, de transgênero, um “i” de intersex e um “q” de queer: LGBTTIQ. Uma sigla tão grande e diversa quanto as identidades e orientações que busca representar.

Para tirar as dúvidas
O que é intersex? E queer? Ainda se usa a palavra hermafrodita? O que é correto: ‘a’ travesti ou ‘o’ travesti? Transgênero é quem muda de sexo? Uma travesti é transgênero? Qual a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual? A resposta a essas questões, muito comuns, podem ser conferidas em um guia educativo para jornalistas, mas que serve para qualquer um sanar suas dúvidas a respeito do tema.
 
O vai e vem de letras e conceitos, ao longo dos anos, entretanto, não indicam que esses grupos, ou comunidades, surgiram apenas agora. Eles sempre existiram, mas apenas nos últimos anos conseguiram fazer-se ver e ouvir. Há quem resista. Prova disso foram os recentes debates que ocorreram em diversos municípios em torno às questões vinculadas aos direitos e ao combate à violência e discriminação contra mulheres e à comunidade LGBTTIQ, durante as elaborações e aprovações dos Planos Municipais de Educação.

A discussão colocou, de um lado, aqueles que defendem que a escola tem um papel fundamental na educação sexual de crianças e adolescentes; e de outro, os que acreditam que somente a família pode educar nesse sentido – representados, sobretudo, por setores religiosos. Enquanto o primeiro grupo sustenta que é desde cedo que debates relacionados à sexualidade, papeis de gênero e tolerância à diversidade devem ocorrer, o segundo grupo afirma que trazer tais conteúdos para a escola tem o objetivo de estimular que crianças e adolescentes “escolham” ser algo diferente do que são.

Para Maria Helena Vilela, diretora executiva do Instituto Kaplan, temas relacionados à sexualidade sempre estarão presentes na escola, quer ela queira, quer não, ainda que informalmente e nos corredores. “A sexualidade está presente na escola porque ela é um espaço de convívio social, onde as pessoas se mostram, se conhecem, interagem e porque é um espaço de aprendizagem“. Para ela, a comunidade escolar, portanto, “não tem escapatória” e precisa assumir esse desafio.

“Um jovem com um problema sexual ou que sofre por conflitos relacionados à identidade de gêneros ou orientação sexual não vai se concentrar na aula. Se a escola não olha para isso, ela sai perdendo também”, resume. Tratar desses aspectos, adequando os conteúdos a cada etapa do desenvolvimento, também é considerado fundamental dentro da perspectiva da educação integral.

Segundo Maria Helena, para que esse debate possa se dar no espaço escolar, entretanto, duas questões são fundamentais: uma é pensar em qual educação sexual necessitamos e, outra, formar docentes para que possam desempenhar tais funções.

1. XXY (Lucía Puezo, 2006)

Essa produção argentina conta a história de Alex, uma adolescente intersex de 15 anos, cujos pais decidem se isolar em uma pequena cidade, logo após seu nascimento. Com traços fenotípicos predominantemente femininos, Alex possui, entretanto, genitais masculinos. Seus conflitos de identidade permanecem sob controle até entrar na adolescência e interessar-se por um rapaz. Alex, inicia, então, um processo de busca por sua identidade e descobertas relacionadas a sua sexualidade.
Classificação indicativa: 16 anos.

2. Tomboy (Céline, Sciamma, 2012)

Em uma cidade do interior da França, Laure, 10 anos, muda com sua família, durante as férias de verão, para um novo bairro. Laure passa os dias brincando com sua irmã mais nova, ao lado do pai e da mãe, grávida de um irmãozinho. Aos poucos, vai se enturmando com as outras crianças do condomínio, dedicadas a uma rotina de brincadeiras e descobertas. Tudo perfeito se não fosse por um detalhe: Laure não se identifica como menina, mas como menino e se apresenta aos novos colegas como Michael. Os pais, ainda que bastante afetuosos, não conseguem lidar com a complexidade da situação.
Classificação indicativa: 10 anos.

3. De gravata e unha vermelha (Miriam Chnaiderman, 2015)

“Nunca fui uma mulher, mas lógico que nunca vou ser um homem”. A frase de Bianca Soares  dá uma mostra da discussão proposta pelo premiado documentário brasileiro, da psicanalista Miriam Chnaiderman. O filme traz entrevistas com diversas personalidades que, em suas histórias de vida, colocaram em perspectiva o modelo de identificação binário homem/mulher, e questionaram os estereótipos construídos para cada um dos sexos. São entrevistados o cantor Ney Matogrosso, a cartunista Laerte, a atriz Rogéria e o estilista Johnny Luxo, entre outros.
Classificação indicativa: 12 anos.

4. Laurence Anyways (Xavier Dolan, 2012)

O jovem diretor canadense Xavier Dolan, que em seus filmes sempre aborda temáticas relacionadas à diversidade sexual e identidade de gêneros, conta a história do professor de literatura Laurence, um homem que, em seu aniversário de 30 anos, revela à sua namorada que quer se tornar uma mulher e irá fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Mesmo abalada com a revelação, a namorada resolve permanecer ao seu lado. Ambientado na década de 1990, o filme mostra como o casal lida com os preconceitos de familiares, amigos e colegas de trabalho.
Classificação indicativa: 14 anos

5. Transamerica (Duncan Tucker, 2005)

O longa conta a história de Bree, uma mulher transgênero que, uma semana antes de fazer a cirurgia de readequação sexual, descobre ter um filho de 17 anos, concebido quando ainda possuía uma identidade masculina. Orientada por sua psicóloga a buscar o filho – que está preso – antes da operação, Bree parte rumo a Nova York. No caminho de volta para Los Angeles, Bree e o jovem passam a se conhecer, convivem e, entre conflitos, buscam entender um ao outro.
Classificação indicativa: 14 anos.

6. Minha Vida em Cor de Rosa (Alan Berliner, 1997)

Este filme já é um clássico entre os que abordam identidade de gênero. Nele, o caçula da família Fabre, Ludovic, um menino de sete anos, começa a assumir uma identidade feminina. Sua família oscila entre a repressão e a aceitação. Os conflitos se intensificam quando Ludovic se maquia e veste roupas tidas como femininas, em uma festa da família. O menino passa a questionar cada vez mais sua identidade de gênero e a nutrir a ilusão de que conforme cresça, se tornará uma mulher.
Classificação indicativa: 14 anos

7. Vestido nuevo (Sergi Pérez, 2008)

“Gosto muito do dia de carnaval. É muito divertido, porque nos fantasiamos e nos deixam ir sem uniforme. Ir como queremos”. Com essa fala do pequeno Mário começa essa sensível produção, feita pela TV pública espanhola, que mostra a história de um menino, que, em um dia de carnaval, chega à escola de vestido rosa e unhas pintadas. Com apenas 13 minutos de duração, o curta traz à tona como o ambiente escolar possui um papel fundamental e formador, nesses casos. Mostra, ainda, a forma diferente como adultos e crianças lidam com a questão.
Classificação indicativa: 12 anos.

8. “Tle Light”, HolySiz (Benoît Pétré, 2014)

O vídeo, de pouco menos de 4 minutos, é na verdade um clipe de uma canção, mas pode ser perfeitamente visto como um curta-metragem. A narrativa visita o mesmo tema e ambiente de Vestido Nuevo: um menino decide, um dia, ir à escola de vestido. De novo, aparece o ambiente escolar como um espaço importante e como o olhar dos adultos, já formatados em uma lógica binária, acabam atribuindo sentidos diferentes aos das crianças. E mostra, sobretudo, que os preconceitos podem e devem ser superados.
Classificação indicativa: 12 anos

9. Contra a corrente (Javier Fuentes-Leon, 2009)

Essa sensível produção se passa em um cenário paradisíaco de uma cidadezinha da costa peruana. Miguel, um jovem pescador, espera seu primeiro filho ao lado da esposa, Mariela. Um dia, conhece ao artista plástico Santiago e inicia um caso. Miguel sustenta uma vida dupla, mas as contradições não demoram a aparecer. O filme mostra o caminho de autoaceitação percorrido pelo personagem, superando não só os preconceitos da comunidade, mas os seus próprios.
Classificação indicativa: 16 anos

10. Hoje eu quero voltar sozinho (Daniel Ribeiro, 2014)

O premiado filme de Daniel Ribeiro poderia ser apenas mais uma obra sobre o despertar da sexualidade na adolescência, se não fosse por duas importantes variantes: Léo, o protagonista, é cego e começa a gostar de Gabriel, um estudante de sua sala, de quem se torna amigo.

Segundo a especialista Claudia Mogadouro é uma boa obra para passar para estudantes do ensino médio. “O tema da homossexualidade pode trazer nervosismo e, com isso, piadas de mau gosto. Sem reprimi-las, sugere-se que as aproveite para discutir a homofobia em nossa cultura. O filme também trata do desejo de autonomia em relação aos pais, o que é comum entre os adolescentes. Mas a deficiência visual de Léo potencializa esse problema, dando a oportunidade de se discutir a relativa e crescente autonomia que os adolescentes vão conquistando à medida que amadurecem.”.
Classificação indicativa: 12 anos

Assista o curta que originou o longa:

11. Meninos não choram (Kimberley Pierce, 1999)

O filme norte-americano foi baseado em fatos reais e relata um caso de transfobia. Na obra, somos apresentados a Brandon Teena, um jovem que, biologicamente, possui um corpo feminino, mas que se identifica com o gênero masculino. Brandon muda-se para uma pequena e conservadora cidade do interior do Nebraska e, ali, apresenta-se à sociedade como homem, ocultando sua identidade trans, o que o obriga a uma vida dupla. Apaixona-se por Lana e é correspondido. A relação gera ciúmes em outros homens da cidade que descobrem sua condição de transgênero e o perseguem.
Classificação indicativa: 18 anos

12. C.R.A.Z.Y. – Loucos de amor (Jean-Marc Valleé, 2005)

Nessa comédia de costumes canadense Zac é um menino que vive com sua família em Québec, Canadá, nas décadas de 1960 e 1970. A narrativa percorre sua vida, da infância à juventude, junto a outros quatro irmãos, sua mãe e um pai machista e homofóbico. Zac sente atração por homens, mas, entre a culpa e o desejo, reprime sua homossexualidade, em busca da aprovação familiar. O filme aborda a temática com humor e possui uma trilha sonora repleta de clássicos do rock da época.
Classificação indicativa: 16 anos.

13. Milk – a voz da igualdade (Gus, Van Sant, 2009)

O premiado filme norte-americano relata a história verdadeira de Harvey Milk, um político e ativista gay que foi o primeiro homossexual declarado a ser eleito para um cargo público na Califórnia, como membro da Câmara de Supervisores de São Francisco. Milk iniciou seu ativismo opondo-se à violência policial contra a comunidade gay. O filme pode servir como um disparador para debater a questão da luta pelos direitos humanos e civis da comunidade LGBTTIQ.
Classificação indicativa: 16 anos.

Fonte: Educação Integral